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Pessoas com deficiência enfrentam barreiras para manter cuidadores em viagens internacionais

Órgãos locais da Inglaterra adotam decisões diferentes sobre a continuidade do financiamento da assistência pessoal fora do Reino Unido

Foto: atendimento a passageiro em cadeira de rodas no Aeroporto JFK, em Nova York. Foto: Emilio Labrador/Wikimedia Commons — CC BY 2.0 (creativecommons.org/licenses/by/2.0/)

Pessoas com deficiência na Inglaterra relatam dificuldades para manter o financiamento de cuidadores e assistentes pessoais durante viagens ao exterior. Uma apuração publicada pelo jornal britânico The Guardian mostrou que conselhos municipais e órgãos regionais do sistema público de saúde adotam entendimentos diferentes sobre a continuidade do apoio fora do Reino Unido.

Na prática, uma pessoa pode ter a assistência autorizada em uma região e receber uma negativa em outra, ainda que se comprometa a pagar passagens, hospedagem e outras despesas adicionais do profissional. Não existe uma proibição nacional única: as decisões variam conforme o órgão responsável pelo plano de cuidados.

Negativas atingem viagens pessoais e profissionais

Os relatos incluem viagens de lazer, compromissos de trabalho e participação em eventos. Para quem necessita de apoio em atividades como higiene, alimentação, transferências ou organização da rotina, a interrupção do serviço pode tornar o deslocamento inviável.

A britânica Lucy Robinson, que tem tetraplegia e preside a Federação Europeia de Lesão Medular, relatou ter enfrentado uma negativa para levar sua assistência em viagens profissionais. A decisão foi revertida depois de questionamentos jurídicos, segundo a reportagem.

Outro caso apresentado é o de Chelsea Pettitt, que depende de assistência contínua e descreveu os efeitos positivos de uma viagem anterior à Espanha. A falta de garantia sobre a manutenção do apoio, entretanto, dificulta o planejamento de novos deslocamentos.

Entidades pedem orientação nacional

Organizações de pessoas com deficiência defendem uma orientação nacional que estabeleça critérios transparentes. O argumento é que o financiamento ordinário do cuidado já seria realizado no Reino Unido e que o viajante pode assumir os custos adicionais relacionados ao exterior.

Os órgãos responsáveis afirmam que precisam considerar segurança, continuidade do cuidado e condições práticas de cada viagem. Sem uma regra uniforme, porém, a autonomia para viajar continua condicionada ao local de residência e à interpretação administrativa de cada autoridade.

A mobilização ainda não resultou em uma nova regra nacional para o financiamento da assistência durante viagens.

Imagem de capa ilustrativa: atendimento a passageiro em cadeira de rodas no Aeroporto JFK, em Nova York. Foto: Emilio Labrador/Wikimedia Commons — CC BY 2.0 (creativecommons.org/licenses/by/2.0/).

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