O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira (29) a incorporação da iptacopana ao SUS para tratar adultos com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN). A indicação contempla pacientes que permanecem com anemia após o uso de medicamentos inibidores de C5.
A HPN é uma doença rara do sangue na qual o sistema de defesa destrói hemácias, as células responsáveis pelo transporte de oxigênio. O quadro pode provocar anemia, fadiga e outras complicações.
Nova opção de tratamento
A iptacopana atua sobre o fator B do sistema complemento e integra a segunda linha de tratamento. O SUS já oferece eculizumabe como opção inicial para a indicação. Segundo o ministério, cerca de 600 pacientes recebem acompanhamento para a doença na rede pública.
A incorporação foi avaliada pela Conitec, comissão que analisa evidências clínicas e aspectos econômicos das tecnologias destinadas ao SUS.
Oferta depende da implementação
O anúncio não informa uma data única para a disponibilidade efetiva do medicamento nos serviços. A incorporação não significa retirada imediata em qualquer unidade: o acesso dependerá da organização da oferta e dos critérios clínicos.
A escolha ou alteração do tratamento deve ser discutida com a equipe responsável pelo acompanhamento do paciente.



