São Caetano do Sul instituiu um protocolo e um grupo permanente para organizar o atendimento a crianças e adolescentes autistas com necessidades complexas. A medida foi formalizada por portaria das secretarias de Saúde e Educação e divulgada pela Prefeitura em 4 de setembro.
Profissionais das duas áreas e da APAE municipal vão analisar os casos, elaborar Projetos Terapêuticos Singulares e acompanhar a execução dos cuidados. O grupo também terá atribuições de formação das equipes e monitoramento.
Atendimento articulado
Construído com colaboração do Ministério Público Estadual, o protocolo distribui responsabilidades entre os serviços. A proposta é organizar o suporte conforme as necessidades de cada estudante, aproximando o acompanhamento escolar e o atendimento em saúde.
A Prefeitura informa que a rede municipal tem 842 alunos com TEA. O número corresponde ao conjunto de estudantes autistas, e não apenas aos casos abrangidos pelo atendimento de alta complexidade.
As diretrizes também orientam que episódios de desregulação sejam compreendidos como situações de sofrimento, evitando responsabilizar as famílias ou tratar essas manifestações como indisciplina.
Foto de arquivo: caminhada sobre autismo em São Caetano. Gabriela Gonçalves/Prefeitura de São Caetano do Sul.



