Direitos

Pará exige espaços adaptados para autistas em estádios e arenas

Lei alcança locais com capacidade para ao menos 5 mil pessoas e prevê salas sensoriais, acompanhante e equipes capacitadas.

Vista aérea do estádio Mangueirão, em Belém, com arquibancadas cobertas e estacionamento cheio de carros. A cidade e um céu nublado aparecem ao fundo.
Foto: Divulgação/Agência Pará — estádio Mangueirão, em Belém. Foto de arquivo.

Estádios e arenas esportivas do Pará com capacidade para 5 mil pessoas ou mais deverão oferecer espaços reservados e adaptados para o público autista. A obrigação está na Lei nº 11.781, sancionada pela governadora Hana Ghassan e publicada no Diário Oficial do Estado em 5 de novembro.

A medida prevê salas sensoriais que acomodem a pessoa autista e um acompanhante. O acesso a esses ambientes será gratuito, mediante documento que comprove a condição.

Informação e atendimento

Os estabelecimentos também deverão informar a existência, a localização e as condições de uso dos espaços. As equipes de apoio e segurança precisam estar capacitadas para atender pessoas autistas.

A gratuidade prevista refere-se ao acesso ao espaço adaptado. Ela não deve ser confundida com uma dispensa geral de ingresso para todos os eventos realizados nos estádios.

A proposta teve origem no Projeto de Lei nº 505/2023, do deputado estadual Bob Fllay, aprovado pela Assembleia Legislativa do Pará em 20 de outubro. O registro legislativo confirma sua transformação em lei após a sanção.

A nova obrigação cria uma referência para a adequação dos equipamentos esportivos. Sua publicação, por si só, não confirma que todos os locais abrangidos já tenham concluído as adaptações.

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