Eleições 2026

Em vídeo, Lula promete ampliar apoio a mães atípicas

Presidente aborda acesso a consultas, terapias e educação inclusiva em mensagem publicada nesta quinta-feira e pede votos no segundo turno.

Lula, de camisa branca e chapéu de palha com faixa preta, inclina-se e sorri durante ato na Vila Euclides. Fotografia de arquivo, não é uma cena do vídeo.
Foto: Cléber Bordini / Arquivo — ato na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta quinta-feira (22) um vídeo dirigido às mães atípicas. Na mensagem, o candidato à reeleição reconhece dificuldades enfrentadas pelas famílias para conseguir atendimento de saúde e inclusão escolar e defende a ampliação do apoio público.

A gravação menciona a procura por consultas, terapias e tratamentos, além da necessidade de garantir acolhimento e oportunidades para crianças com deficiência nas escolas.

“O Brasil precisa estar ao lado das mães atípicas. Estamos avançando, mas ainda há muito a fazer”, afirma a legenda da publicação nas redes sociais do presidente.

Saúde, educação e apoio às famílias

Lula cita o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e apresenta a ampliação dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e da educação inclusiva como compromissos de sua candidatura.

Na publicação, o presidente afirma que pretende alcançar todas as mães atípicas com ações de acolhimento, cuidado e garantia de direitos. A mensagem vincula essas propostas à continuidade de seu governo.

Críticas ao governo anterior

Durante o vídeo, Lula também critica medidas discutidas ou adotadas na gestão de Jair Bolsonaro. Entre elas está o Decreto nº 10.502, de 2020, que instituiu uma política nacional de educação especial.

O histórico da norma inclui uma suspensão pelo Supremo Tribunal Federal ainda em dezembro de 2020. Na ocasião, prevaleceu o entendimento de que o decreto poderia enfraquecer a inclusão de estudantes com deficiência na rede regular. Lula revogou a medida em janeiro de 2023.

Outra referência da gravação envolve a eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque, no debate sobre atendimento a pessoas autistas. O tema apareceu na discussão de um protocolo em 2021, mas exige uma distinção: a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) esclareceu, naquele ano, que o documento preliminar não recomendava o procedimento para o comportamento agressivo no transtorno do espectro autista.

A discussão do assunto em um documento técnico, portanto, não equivale à sua adoção como política de tratamento do autismo.

Mensagem termina com pedido de voto

Ao encerrar a gravação, Lula pede apoio nas urnas e associa a ampliação do atendimento às famílias à disputa presidencial. O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro.

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