O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) mencionou as mães atípicas e criticou a demora para conseguir consultas com neuropediatras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), durante o debate da TV Globo na noite desta sexta-feira (23). Ao abordar o atendimento às famílias, responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela espera.
A declaração foi feita durante o confronto entre os dois candidatos no segundo turno. O debate ainda estava em andamento no fechamento desta versão.
Como se divide a responsabilidade pelo SUS
Embora a crítica de Flávio tenha sido dirigida ao governo federal, a gestão do SUS envolve os três níveis de governo, com responsabilidades distintas no financiamento, no planejamento e na execução dos serviços.
O Ministério da Saúde formula políticas nacionais, participa do financiamento e coordena ações do sistema. Os estados organizam o atendimento em seus territórios e articulam as redes regionais. Os municípios executam ações e serviços locais, utilizando recursos próprios e transferências estaduais e federais.
As consultas especializadas passam por fluxos de regulação, responsáveis pela organização dos encaminhamentos e das vagas. Esses processos devem considerar critérios clínicos, classificação de risco e prioridade, conforme os protocolos definidos para a rede.
Mães atípicas também foram tema de mensagem de Lula
Na quinta-feira (22), Lula publicou um vídeo dirigido às mães atípicas, no qual abordou dificuldades para conseguir consultas, terapias e tratamentos, além do acesso à educação inclusiva.
Na mensagem, o presidente defendeu a ampliação do apoio público às famílias e vinculou essas propostas à continuidade de seu governo. A publicação terminou com um pedido de votos no segundo turno, marcado para domingo (25).



