Educação Inclusiva

Diadema define protocolo humanizado para acolher crises de estudantes autistas e outras neurodivergências

Portaria orienta escolas municipais a prevenir sobrecargas, acolher sem punição e atualizar estratégias para cada estudante.

Foto: Crédito não informado

Diadema definiu um protocolo de prevenção, acolhimento e manejo humanizado para situações de crise de estudantes com transtorno do espectro autista (TEA) e outras neurodivergências na rede municipal de ensino.

A portaria organiza a resposta das escolas diante de episódios de desregulação e coloca a proteção da integridade física e emocional do estudante como prioridade. O texto reconhece que sobrecargas sensoriais, emocionais ou cognitivas, mudanças na rotina e cansaço podem estar entre os fatores que exigem atenção da equipe escolar.

Acolhimento não é punição

Na prática, as diretrizes orientam a redução de estímulos, como ruídos e luz intensa, comunicação breve e calma, afastamento de objetos que ofereçam risco e uso de um espaço tranquilo. O retorno à atividade deve ser gradual e acompanhado, conforme a necessidade de cada estudante.

O protocolo veda o isolamento como punição, a humilhação pública e a contenção física agressiva. A proposta é substituir respostas punitivas por ações de prevenção, segurança e cuidado.

Estratégias individualizadas

Depois de um episódio, a escola deve comunicar os responsáveis, registrar o acolhimento realizado e atualizar o Plano Educacional Individualizado (PEI). O documento pode reunir informações sobre possíveis gatilhos e estratégias que funcionam para cada aluno.

As diretrizes também indicam recursos de regulação, como proteção auditiva, objetos de apego e outros apoios sensoriais, sempre de acordo com a necessidade individual. A medida formaliza um princípio essencial: inclusão escolar exige planejamento, escuta e respeito — não punição.

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