O Dia Mundial da Paralisia Cerebral, celebrado nesta terça-feira, 6 de outubro, coloca em discussão o acesso à saúde, à educação e à participação social. Em 2026, a campanha tem como tema “Único e unido”, com foco nas diferentes experiências e prioridades das pessoas com a condição.
A paralisia cerebral envolve alterações permanentes do movimento e da postura relacionadas a uma lesão ou alteração não progressiva no cérebro em desenvolvimento. Suas manifestações variam entre as pessoas, assim como as necessidades de apoio.
O acompanhamento pode envolver diferentes profissionais, como médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos. A definição dos cuidados depende da avaliação individual e dos objetivos de cada pessoa.
A campanha também chama atenção para barreiras que ultrapassam o atendimento clínico: ambientes inacessíveis, discriminação e falta de apoio podem restringir oportunidades de estudo, trabalho e convivência.
Como buscar atendimento pelo SUS
Uma Unidade Básica de Saúde próxima da residência pode orientar o início do acompanhamento e avaliar a necessidade de encaminhamento para serviços especializados de reabilitação.
As unidades e as secretarias municipais de Saúde também podem informar sobre avaliação e acesso a órteses, cadeiras de rodas e outros meios auxiliares de locomoção, conforme a necessidade identificada e os procedimentos da rede.
A reabilitação deve considerar a participação social e a autonomia. Ouvir a pessoa com paralisia cerebral, respeitar suas escolhas e oferecer formas acessíveis de comunicação são partes essenciais desse cuidado.
Foto de arquivo (2025): Juliana Saran/Agir, divulgada pela Agência Goiás. Atendimento de hidroterapia no Crer, em Goiânia. Imagem ilustrativa.



