A implantação do Thriving Kids, programa australiano de apoio ao desenvolvimento infantil, é acompanhada por cobranças de informações mais claras sobre os atendimentos. Reportagem do InSight+, ligado ao Medical Journal of Australia, publicada nesta segunda-feira, 7 de setembro, reúne preocupações sobre avaliação, frequência dos serviços e formação das equipes.
Ouvida pela publicação, a psicóloga Amanda Mazzoni, especialista em diagnóstico e intervenção em autismo, aponta dúvidas sobre como as crianças serão encaminhadas e sobre a duração e a intensidade do suporte. Para ela, o potencial de ampliar o atendimento precoce precisa vir acompanhado de transparência sobre a execução.
Quem o programa pretende atender
Segundo o governo australiano, o Thriving Kids será destinado a crianças de até oito anos com atraso no desenvolvimento ou autismo e necessidades de suporte baixas a moderadas, além de suas famílias. O acesso ao programa não exigirá diagnóstico.
Estão previstos orientação às famílias, identificação de necessidades de desenvolvimento e apoios direcionados, incluindo profissionais de saúde e tecnologia assistiva de baixo custo. Os governos federal, estaduais e territoriais anunciaram um investimento conjunto de 4 bilhões de dólares australianos ao longo de cinco anos.
Transição começa em outubro
O início dos serviços está previsto para outubro de 2026, com ampliação gradual até 1º de janeiro de 2028. O governo informa que as regras de acesso ao NDIS, sistema australiano de apoio às pessoas com deficiência, não mudarão antes dessa data.
Imagem de capa ilustrativa: crianças brincam com blocos de madeira. Foto: cottonbro studio/Pexels.




