O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu levar a outras regiões do país o Projeto de Emprego Apoiado apresentado pela Associação Brasileira de Emprego Apoiado (ABEA) em São Bernardo do Campo. O lançamento ocorreu em 13 de agosto, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
A iniciativa busca ampliar as oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência por meio da articulação entre trabalhadores, empresas, poder público, sindicatos e organizações que atuam na área da inclusão.
Durante o encontro, Padilha defendeu que o ambiente profissional seja compreendido também como espaço de promoção da saúde e da qualidade de vida. Segundo o ministro, a inclusão deve produzir mudanças concretas na trajetória dos trabalhadores e contribuir para a construção de ambientes mais acessíveis e humanizados.
Inclusão e permanência no trabalho
O emprego apoiado procura oferecer suporte ao processo de inclusão profissional, levando em consideração as características, habilidades e necessidades de cada trabalhador.
O modelo também prevê a aproximação com as empresas para identificar funções, preparar os ambientes e criar condições que favoreçam o ingresso e a permanência das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
A proposta atua de maneira complementar à Lei de Cotas. Além da contratação, o projeto pretende estimular a qualificação profissional, a acessibilidade e a construção de oportunidades de desenvolvimento dentro das empresas.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Messias Damasceno, destacou durante o evento que o cumprimento da legislação deve estar acompanhado da valorização dos profissionais com deficiência.
Damasceno também mencionou a necessidade de garantir acesso à qualificação, melhores salários, crescimento na carreira e ambientes de trabalho com dignidade e acessibilidade.
Articulação entre diferentes setores
O lançamento reuniu representantes do Ministério Público do Trabalho, lideranças sindicais, entidades ligadas às pessoas com deficiência e integrantes do poder público.
Também participaram convidados da Argentina e do Uruguai, entre eles Luís Uríbio, representante da Fundação Emprêga, da Espanha, para a América do Sul, e Carlos Leonardo Clavijo Percovich, dirigente sindical do setor metalúrgico e representante dos trabalhadores no Instituto de Segurança Social do Uruguai.
Investimentos federais em saúde
Durante a agenda em São Bernardo, Padilha também respondeu a questionamentos sobre o financiamento de procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde.
De acordo com o ministro, os novos repasses federais passaram a utilizar como referência os valores previstos no programa Agora Tem Especialistas. Segundo Padilha, o programa pode remunerar determinados exames e cirurgias com valores até três vezes superiores aos praticados anteriormente.
O ministro informou ainda que recursos transferidos pelo Governo Federal representam 61% do financiamento da chamada Tabela SUS Paulista.
Padilha declarou que o Ministério da Saúde pretende continuar ampliando os investimentos na rede hospitalar, na atenção primária e nos serviços de saúde bucal.
Foto de capa: Jefferson Rudy/Agência Senado, via Wikimedia Commons.jpg). Imagem de arquivo de Alexandre Padilha em audiência no Senado, em 2025, recortada para o formato do portal. Uso sob licença CC BY-SA 4.0.




