Mais de uma década dentro de um hospital. Essa era a situação de 320 pessoas autistas ou com deficiência intelectual na Inglaterra, segundo dados de junho de 2026 reunidos em um relatório publicado nesta sexta-feira, 16 de outubro, pelo Centre for Mental Health.
O documento aponta que 2.150 pessoas desses grupos estavam em hospitais de saúde mental. Desse total, 1.025 permaneciam internadas havia mais de dois anos.
Intitulado “No Wrong Door? A Review”, o levantamento avalia o caminho percorrido para melhorar os serviços de saúde mental, autismo e deficiência intelectual no país. A análise identifica avanços, mas alerta que a transformação do atendimento depende de investimentos que acompanhem as necessidades da população.
Entre os obstáculos está a falta de moradia adequada para quem poderia deixar o hospital. O relatório destaca a importância de ampliar habitações com apoio e serviços de assistência que permitam a vida em comunidade.
A questão envolve o que existe fora dos hospitais: onde a pessoa poderá morar, quem oferecerá suporte e como será garantida a continuidade do cuidado.
O documento defende que a redução das internações prolongadas seja uma prioridade nos próximos anos, com participação dos serviços de saúde e dos governos locais.



