Acessibilidade

IBGE mostra que barreiras para pessoas com deficiência começam na calçada e chegam à internet

Estudo do IBGE reúne dados nacionais sobre mobilidade, saneamento e conectividade para pessoas com deficiência.

Foto: Crédito não informado

As barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência não estão apenas dentro dos prédios públicos ou nos meios de transporte. Muitas começam no caminho de casa. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em áreas urbanas pesquisadas, 67,4% das pessoas com deficiência viviam em locais com obstáculos nas calçadas do entorno de suas moradias.

O mesmo levantamento aponta que somente 12,9% dessas pessoas moravam em áreas com rampas para quem utiliza cadeira de rodas. Os números revelam um problema cotidiano: quando a cidade não permite circular com autonomia, direitos como estudar, trabalhar, acessar serviços de saúde e participar da vida comunitária ficam mais distantes.

A barreira continua dentro de casa e na tela

As desigualdades também aparecem no acesso a serviços básicos. Em 2022, 56,6% das pessoas com deficiência viviam em domicílios com acesso simultâneo a abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo. Entre as pessoas sem deficiência, o índice era de 60,2%.

Na conectividade, a diferença é ainda mais evidente. O acesso à internet estava presente em 78,9% dos domicílios onde residiam pessoas com deficiência, contra 90,2% dos demais domicílios. Em uma época em que informações, serviços públicos, vagas de emprego e atendimento médico passam cada vez mais pelo meio digital, ficar desconectado também significa enfrentar uma nova forma de exclusão.

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