Uma exposição de cadeiras de rodas realizada nesta segunda-feira (15) na Rua Campos Sales, no Centro de Santo André, chamou a atenção para uma barreira recorrente: o uso indevido de vagas reservadas e o bloqueio de passagens acessíveis.
A atividade fez parte do Mês da Mobilidade da cidade. Em cada cadeira, foram colocadas frases frequentemente usadas para justificar o desrespeito às vagas exclusivas, como “só vou ali”, “já estou saindo” e “não tinha mais vaga”.
Embora pareçam atitudes rápidas para quem ocupa o espaço, essas escolhas podem impedir que uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida consiga estacionar, circular ou acessar um serviço com autonomia. A acessibilidade não se resume à existência da vaga ou da rampa: ela depende de que esses recursos permaneçam livres e utilizáveis.
A programação do Mês da Mobilidade continua nos dias 18 e 19 de setembro, no Paço Municipal, com o Drive-Thru da Mobilidade. A ação terá estações educativas sobre manutenção preventiva, segurança viária e atitudes responsáveis no trânsito.
A exposição pode ser um ponto de partida para uma discussão necessária: vagas reservadas, calçadas desobstruídas e rotas acessíveis não são gentilezas. São condições básicas para o direito de ir e vir.



