Direitos

Dia Internacional da Menina: inclusão e proteção de meninas com deficiência ainda exigem atenção

Celebrada em 11 de outubro, a data destaca educação, autonomia e proteção contra a violência; meninas com deficiência enfrentam barreiras de acesso.

Grupo de crianças e adultos posa diante de uma escultura do planeta Terra na Sabina, em Santo André. Uma criança utiliza cadeira de rodas.
Foto: Alex Cavanha/Prefeitura de Santo André

O Dia Internacional da Menina, celebrado neste domingo, 11 de outubro, chama atenção para os direitos de crianças e adolescentes e para as desigualdades que limitam suas oportunidades. Em 2026, a campanha do UNICEF destaca o combate ao casamento infantil e o investimento nos direitos das meninas.

A data também permite discutir as barreiras enfrentadas por meninas com deficiência no acesso à escola, à informação, aos serviços de proteção e à participação social.

Educação inclusiva começa na infância

Para meninas com deficiência, o acesso à escola depende de condições de acessibilidade, recursos pedagógicos, profissionais preparados e medidas individualizadas de apoio quando necessárias.

A matrícula, isoladamente, não assegura a participação nas atividades escolares. Materiais acessíveis e diferentes formas de comunicação precisam fazer parte da experiência de aprendizagem.

Expectativas sobre o desenvolvimento e o futuro das estudantes não devem ser limitadas por estereótipos relacionados à deficiência.

Proteção contra a violência

Redes de proteção precisam estar preparadas para identificar situações de violência, negligência e exploração. A comunicação acessível permite que meninas com deficiência compreendam orientações, expressem necessidades e relatem violações.

Escolas e serviços públicos devem reconhecer diferentes formas de comunicação e oferecer acolhimento adequado. A proteção envolve ações articuladas entre educação, saúde, assistência social e órgãos de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Campanha internacional combate o casamento infantil

O UNICEF estima que mais de 12 milhões de meninas se casam antes da idade adulta a cada ano no mundo. Esse número se refere ao conjunto da população afetada, não a uma estatística específica sobre meninas com deficiência.

A campanha internacional destaca os efeitos dessas uniões sobre a permanência na escola, a segurança e a autonomia. Entre as medidas defendidas pelo UNICEF estão investimentos em educação e no acesso a serviços de proteção e apoio social.

Autonomia e participação

Reconhecer as preferências de meninas com deficiência e oferecer oportunidades de participação em decisões que afetam suas vidas exige considerar a idade e as necessidades de apoio de cada uma.

Esporte, cultura, lazer e tecnologia também integram essas oportunidades. Na formulação de políticas públicas, o recorte por idade, gênero e deficiência ajuda a identificar barreiras que podem se sobrepor.

Foto de capa ilustrativa de arquivo: Alex Cavanha/Prefeitura de Santo André. Visita de estudantes da educação inclusiva à Sabina; não se trata de evento do Dia Internacional da Menina.

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