O Dia Internacional da Menina, celebrado neste domingo, 11 de outubro, chama atenção para os direitos de crianças e adolescentes e para as desigualdades que limitam suas oportunidades. Em 2026, a campanha do UNICEF destaca o combate ao casamento infantil e o investimento nos direitos das meninas.
A data também permite discutir as barreiras enfrentadas por meninas com deficiência no acesso à escola, à informação, aos serviços de proteção e à participação social.
Educação inclusiva começa na infância
Para meninas com deficiência, o acesso à escola depende de condições de acessibilidade, recursos pedagógicos, profissionais preparados e medidas individualizadas de apoio quando necessárias.
A matrícula, isoladamente, não assegura a participação nas atividades escolares. Materiais acessíveis e diferentes formas de comunicação precisam fazer parte da experiência de aprendizagem.
Expectativas sobre o desenvolvimento e o futuro das estudantes não devem ser limitadas por estereótipos relacionados à deficiência.
Proteção contra a violência
Redes de proteção precisam estar preparadas para identificar situações de violência, negligência e exploração. A comunicação acessível permite que meninas com deficiência compreendam orientações, expressem necessidades e relatem violações.
Escolas e serviços públicos devem reconhecer diferentes formas de comunicação e oferecer acolhimento adequado. A proteção envolve ações articuladas entre educação, saúde, assistência social e órgãos de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
Campanha internacional combate o casamento infantil
O UNICEF estima que mais de 12 milhões de meninas se casam antes da idade adulta a cada ano no mundo. Esse número se refere ao conjunto da população afetada, não a uma estatística específica sobre meninas com deficiência.
A campanha internacional destaca os efeitos dessas uniões sobre a permanência na escola, a segurança e a autonomia. Entre as medidas defendidas pelo UNICEF estão investimentos em educação e no acesso a serviços de proteção e apoio social.
Autonomia e participação
Reconhecer as preferências de meninas com deficiência e oferecer oportunidades de participação em decisões que afetam suas vidas exige considerar a idade e as necessidades de apoio de cada uma.
Esporte, cultura, lazer e tecnologia também integram essas oportunidades. Na formulação de políticas públicas, o recorte por idade, gênero e deficiência ajuda a identificar barreiras que podem se sobrepor.
Foto de capa ilustrativa de arquivo: Alex Cavanha/Prefeitura de Santo André. Visita de estudantes da educação inclusiva à Sabina; não se trata de evento do Dia Internacional da Menina.




