Tecnologia Assistiva

USP apresenta materiais em impressão 3D para a educação inclusiva

Workshop do CERTA mostrou impressão 3D, próteses de baixo custo e soluções desenvolvidas com professoras do Atendimento Educacional Especializado de Guarulhos

Foto: Jakub Zerdzicki/Pexels (impressora 3D; imagem ilustrativa)

Um encontro realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo apresentou tecnologias assistivas desenvolvidas para ampliar a autonomia de pessoas com deficiência e apoiar a educação inclusiva. O workshop Educação Inclusiva na CERTA ocorreu na terça-feira, 25 de agosto, no campus da USP, na capital paulista.

A programação reuniu pesquisadores do Centro de Engenharia de Reabilitação e Tecnologia Assistiva, o CERTA, e professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da rede municipal de Guarulhos. Entre as demonstrações estavam recursos pedagógicos personalizados produzidos com impressão 3D.

Impressão 3D parte de demandas da sala de aula

Os materiais partem de demandas identificadas pelas professoras do AEE e são desenvolvidos com as equipes de engenharia.

Segundo a Agência Universitária de Notícias da USP, 83 professoras e professores do atendimento especializado em Guarulhos participam de encontros semanais ligados ao projeto. As propostas incluem materiais táteis, peças para apoiar a comunicação e recursos que possam facilitar a participação nas atividades escolares.

Como a maioria das escolas ainda não dispõe de impressoras 3D, a produção inicial dos protótipos fica concentrada na universidade. Essa etapa permite testar formatos, ouvir as equipes escolares e aperfeiçoar os materiais antes de discutir formas mais amplas de fabricação e distribuição.

Próteses, braços robóticos e lâminas esportivas

O workshop também apresentou outras linhas de pesquisa do CERTA, como braços robóticos, próteses que podem assumir diferentes funções, próteses de baixo custo e lâminas destinadas a atletas amputados.

Esses trabalhos estão em pesquisa e desenvolvimento. A apresentação pública não significa que os equipamentos já estejam disponíveis para compra, distribuídos nas escolas ou incorporados ao Sistema Único de Saúde.

No caso das próteses de baixo custo, uma das metas informadas pelos pesquisadores é desenvolver alternativas que, no futuro, possam ser acessíveis pelo SUS. Para isso, ainda são necessários testes, validações, produção em escala e definição de caminhos para oferta no sistema público.

Parceria entre universidade e rede pública

A cooperação entre a Poli-USP e a Prefeitura de Guarulhos foi formalizada em agosto de 2025. O acordo prevê formação, mentorias, encontros entre profissionais da educação e estudantes de engenharia, além do desenvolvimento de materiais e protótipos em impressão 3D.

O CERTA surgiu de uma iniciativa de fomento à pesquisa em tecnologia assistiva envolvendo universidades estaduais paulistas e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O centro reúne áreas da engenharia, da saúde e da educação para transformar necessidades concretas em projetos de pesquisa.

Foto de capa: Jakub Zerdzicki/Pexels. Imagem ilustrativa de uma impressora 3D; não foi produzida no CERTA. A fotografia foi recortada para o formato do portal.

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