O Radar da Inclusão 2026 aponta que 76% dos participantes que integram a força de trabalho já viveram pelo menos uma das situações de capacitismo investigadas. Os relatos incluem comentários discriminatórios, desvalorização profissional e perda de oportunidades de promoção.
Em sua terceira edição, a pesquisa é uma iniciativa da Talento Incluir em parceria com o Pacto Global da ONU — Rede Brasil, realizada pelo Instituto Locomotiva.
O levantamento reuniu respostas de 2.526 pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes, com 16 anos ou mais. O questionário foi preenchido digitalmente entre 13 de julho e 14 de agosto.
Para analisar a vida profissional, o estudo trabalha com duas bases: 2.068 participantes na força de trabalho e 1.159 empregados na iniciativa privada ou no serviço público.
Entre os respondentes na força de trabalho, 63% disseram ter recebido ofertas de vagas com exigência de qualificação inferior à sua. Outros 48% perceberam despreparo dos recrutadores para conduzir uma seleção acessível.
A divulgação do estudo também aponta que 53% dos participantes afirmam não ter as mesmas oportunidades de crescimento profissional que os demais trabalhadores.
Os resultados reúnem experiências de quem respondeu ao questionário. O percentual de 76% corresponde à base da pesquisa sobre força de trabalho e não deve ser apresentado como uma contagem de todas as pessoas com deficiência ou neurodivergentes do Brasil.



