Cultura

Expocine debate barreiras que afastam pessoas com deficiência dos cinemas

Falta de informação sobre sessões e dificuldades de transporte estiveram entre os problemas discutidos em São Paulo

Sala de cinema vazia com fileiras de poltronas vermelhas e pretas voltadas para uma tela de projeção sem imagem.
Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels — Imagem ilustrativa de uma sala de cinema; a fotografia não retrata o painel da Expocine. Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels.

Saber se um filme terá recursos de acessibilidade, conseguir chegar ao cinema e encontrar atendimento preparado foram questões discutidas em um painel da Expocine 2026, realizado nesta quinta-feira, 1º de outubro, em São Paulo.

Segundo a cobertura do encontro feita pelo Tela Viva, o debate relacionou essas barreiras à dificuldade do setor de ampliar o público das salas.

Cid Torquato, coordenador do Núcleo de Inovação em Acessibilidade do Inova-USP, apontou a falta de informações sobre filmes e sessões acessíveis. Também destacou os obstáculos no transporte e a incerteza sobre as condições que o espectador encontrará ao sair de casa.

Ligia Zamaro, especialista em Educação para Acessibilidade do Sesc São Paulo, apresentou a experiência de manter uma programação acessível regular. Segundo ela, o trabalho inclui diálogo com distribuidoras e complementação de recursos quando necessário.

O Guia de Boas Práticas de Acessibilidade em Cinema, disponibilizado pela Ancine, recomenda divulgar antecipadamente quais recursos estão presentes em cada filme e como utilizá-los.

Isso inclui informar se o espectador precisará baixar um aplicativo ou solicitar um equipamento. O documento também orienta que os canais de venda de ingressos sejam acessíveis e que as equipes saibam explicar o funcionamento das tecnologias disponíveis.

As recomendações abrangem o percurso do público desde a escolha da sessão até a circulação pelo cinema. O guia pode ser consultado gratuitamente, inclusive em versão acessível.

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