Saber se um filme terá recursos de acessibilidade, conseguir chegar ao cinema e encontrar atendimento preparado foram questões discutidas em um painel da Expocine 2026, realizado nesta quinta-feira, 1º de outubro, em São Paulo.
Segundo a cobertura do encontro feita pelo Tela Viva, o debate relacionou essas barreiras à dificuldade do setor de ampliar o público das salas.
Cid Torquato, coordenador do Núcleo de Inovação em Acessibilidade do Inova-USP, apontou a falta de informações sobre filmes e sessões acessíveis. Também destacou os obstáculos no transporte e a incerteza sobre as condições que o espectador encontrará ao sair de casa.
Ligia Zamaro, especialista em Educação para Acessibilidade do Sesc São Paulo, apresentou a experiência de manter uma programação acessível regular. Segundo ela, o trabalho inclui diálogo com distribuidoras e complementação de recursos quando necessário.
O Guia de Boas Práticas de Acessibilidade em Cinema, disponibilizado pela Ancine, recomenda divulgar antecipadamente quais recursos estão presentes em cada filme e como utilizá-los.
Isso inclui informar se o espectador precisará baixar um aplicativo ou solicitar um equipamento. O documento também orienta que os canais de venda de ingressos sejam acessíveis e que as equipes saibam explicar o funcionamento das tecnologias disponíveis.
As recomendações abrangem o percurso do público desde a escolha da sessão até a circulação pelo cinema. O guia pode ser consultado gratuitamente, inclusive em versão acessível.



