Autismo

Bresudo cobra Lula e Bolsonaro sobre filas no SUS e apoio às mães atípicas

Pai de uma criança autista pede resultados concretos para famílias e questiona a necessidade de recorrer à Justiça para conseguir direitos.

Bresudo fala diante da câmera, usando capacete. Na parte inferior, aparecem fotografias de Lula e Bolsonaro, identificados como governo atual e anterior.
Foto: Reprodução/@bresudo_oficial.

O influenciador Bresudo, do perfil @bresudo_oficial, cobra dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro resultados concretos no atendimento a crianças autistas e com deficiência. Pai de uma criança autista, ele questiona, em vídeo, as filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) e a falta de suporte às mães atípicas.

“Quantas crianças estão desassistidas? Quantas mães atípicas estão desassistidas, sem suporte?”, pergunta.

Na gravação, acompanhada de imagens dos dois presidentes, Bresudo pede que a comparação entre os governos considere medidas efetivamente implementadas. Ele questiona quais ações evitaram que mães precisassem recorrer à Justiça para obter direitos e quais retiraram crianças das filas do SUS.

A cobrança também aparece quando ele menciona a matrícula do próprio filho. “Eu vou acreditar no dia que eu for matricular meu filho e ele não precisar ficar na fila de espera”, afirma.

Reprodução/@bresudo_oficial. Vídeo com legendas e transcrição.Acessar transcrição do vídeo

Há medidas federais adotadas nos dois governos. Em 8 de janeiro de 2020, Bolsonaro sancionou a Lei Romeo Mion, aprovada pelo Congresso Nacional. A norma criou a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), de emissão gratuita, voltada à identificação e à prioridade no acesso a serviços, especialmente de saúde, educação e assistência social.

Em 23 de novembro de 2023, Lula assinou o decreto que instituiu o Novo Viver sem Limite, plano nacional de direitos das pessoas com deficiência. A iniciativa prevê ações articuladas entre União, estados, municípios e sociedade civil, com eixos de acessibilidade, enfrentamento ao capacitismo e acesso à saúde, à educação e à assistência social.

Os direitos mencionados na cobrança têm alcance nacional. A Lei Berenice Piana, de 2012, reconhece a pessoa autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais e prevê acesso à educação e à atenção integral em saúde, incluindo diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional.

Para buscar avaliação no SUS, a orientação do Ministério da Saúde é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, que pode encaminhar a pessoa aos serviços especializados quando necessário. Solicitações e reclamações sobre o atendimento podem ser registradas na Ouvidoria-Geral do SUS, pelo telefone 136 ou pelos canais de atendimento da OuvSUS.

Crédito do vídeo: Reprodução/@bresudo_oficial.

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